Ventrue

Através da história, enquanto os outros Clãs se esgueiram com suas intrigas mesquinhas, os Ventrue negociavam favores com César, sussurravam no ouvido de Carlos Magno, financiavam as Grandes Navegações e mesmo influenciavam a política no Vaticano. Deles é o legado de liderança, desde os Ventrue novatos começando sua escalada ao topo até o poderoso ancião cuja influência estende-se sobre o mundo. Há muito eles têm brincado de criadores de reis nas sombras do mundo mortal, e há muito eles têm sido o Clã dos Reis entre os Membros.

Outros Clãs, é claro, acham tudo isso sofrivelmente pomposo no mínimo, e punivelmente tedioso no máximo. Alguém tem de liderar, claro, mas por que sempre tem de ser algum Ventrue verborrágico e auto-engrandecedor? Os Sangue Azul tentam suportar o criticismo dos seus inferiores com um senso de noblesse oblige – sempre pesada está a cabeça que mantém a coroa – mas mesmo o mais liberal e generoso dos líderes entre os Membros ocasionalmente sucumbe à tirania e à fúria sangrenta.

Hoje, os Ventrue são uma síntese do moderno e do antigo, geralmente em claro contraste entre o Clã e entre si mesmos. Deles é o dinheiro de muito tempo, dos cofres de Cresos, mas seus jovens manipulam o mercado de ações e influenciam taxas de câmbio. Anciões podem comandar exércitos ou mesmo governos inteiros, enquanto neófitos conjuram seus seguidores de websites ou aplicativos de smartphones. Mas por toda a sua riqueza, sua história distinta e seu status entre os Amaldiçoados, todo e cada Ventrue ainda deve buscar aquele recurso que faz da sociedade cainita igualitária: sangue precioso.