Malkavian

O Clã Malkavian é duplamente condenado: uma pela maldição de ser Membro, e novamente pela confusão que perturba seus corações e mentes. Após o Abraço, todo os Malkavians são afligidos com uma insanidade intransponível que fragmenta sua visão por todas as noites após, fazendo dela uma não-vida de loucura. Alguns consideram isso como uma forma de visão oracular, enquanto outros simplesmente os consideram perigosos.

Não se engane: a insanidade Malkavian é um fenômeno dolosoro e alienante, mas ocasionalmente fornece aos Lunáticos explosões de visão ou
perspectiva até então desconhecida. A loucura para os Malkavians pode assumir qualquer forma clínica de insanidade, ou pode ser uma hiperacuidade de sentidos que outros não sabem que eles têm; um titereiro sobrenatural puxando as cordas de um Malkavian, ou uma sensação de que o Malkavian está, de alguma forma, à frente da agenda evolucionária. Um Malkavian pode acreditar ser um conceito transformado em forma física ou o avatar de algum conceito que o Mundo das Trevas ainda tem de encontrar. Ele pode ser um psicopata voraz e imparável, ou pode ser um indivíduo lúcido na maior parte do tempo que às vezes se rende a um estado catatônico por medo de um iminente cataclismo cósmico.

A sua estabilidade precária torna difícil para outros Membros (ou, certamente, para as fontes de sangue com as quais eles podem se encontrar) interagir com os Malkavians. O Clã às vezes se entrega a “trotes” elaborados, aterrorizantes e perigosos, que fazem muito pouco para torná-los amáveis a outros vampiros. Estes incidentes são nominalmente destinados a educar o alvo, mas a lição muitas vezes pode ser perder entre a corrida do vampiro rumo à segurança e a incapacidade de analisar a lógica interna do Malkavian. Trotes comuns podem ser trocar a porta do refúgio do Toreador por uma guilhotina, ou redistribuir a riqueza do ancião Brujah enquanto ele está no Elísio, ou pode ainda assumir a forma de informações dadas a um caçador local sobre onde os Nosferatu se reúnem. Os Membros tanto temem quanto se ressentem da palavra “trote” quase tanto quanto dos próprios Malkavians.