Gangrel

O brilho de olhos vermelhos na escuridão, o odor almiscarado de um predador, um lampejo de dentes, o som da carne rasgando: isso marca a presença de um Gangrel. Mais do que qualquer outro Clã, os Gangrel se assemelham aos animais associados às lendas de vampiros: morcegos, lobos e outras criaturas das trevas. De fato, os Forasteiros podem desenvolver a habilidade de se transformar nestas e em outras formas mais primitivas.

Os Gangrel também têm outras características em comum com os animais. Muitos evitam as construções sociais elaboradas de vampiros e mortais. Um certo número deles prefere se mover sozinho como membro de pequenas alcatéias ou círculos sociais. A maioria é difícil e, quando pressionada, feroz. E quando o Gangrel sucumbe às depredações da Besta, eles recebem como lembrança alguma característica do reino animal.

Como um Clã, os Gangrel são cautelosos e distantes. A maioria prefere passar suas noites perseguindo presas ou selvagemente saltando pelos telhados do que cuidando dos éditos Principescos ou fazendo lobby para reconhecimento de domínio. Eles têm uma relação tensa com a sociedade dos vampiros, e os Forasteiros estão entre os grupos que com maior frequencia se tornam Anarquistas ou Autarcas. Em algumas localidades, os Gangrel coletivamente abandonaram a participação em qualquer Seita – na medida em que os Gangrel realmente fazem qualquer coisa coletivamente.

A Jyhad parece ser menos pronunciada entre os Gangrel do que entre os outros Clãs, e os Forasteiros têm pouca consideração pelo eterno conflito. As diferenças entre os Gangrel se notam com maior frequencia nas linhas de domínio e de direitos de alimentação do que na desconfiança geracional, e as coisas que concernem aos jovens Forasteiros são questões que preocupam desde Gangrel ancillae até os anciões. Ainda assim, seria exagerar querer considerar as relações entre diferentes gerações entre os Gangrel como amigáveis, exceto nos casos isolados de senhor-criança. A Besta é sempre desconfiada daqueles que ameaçam o seu sustento.