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Sergio

As Sombras de Morroc -

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As Sombras de Morroc

“Diário de Batalha: Rune-Midgard, XVI ano da batalha contra a horda dos decaídos. O nosso pelotão foi dizimado e estamos em segurança em uma caverna próximo ao mar. Muitos dos soldados estão feridos e o nosso sacerdote foi levado pelo inimigo. Nos restam poucas provisões e o desejo de desistir se torna mais tentador, até quando um dos cavaleiros entrega um pergaminho a um bruxo do nosso grupo... tudo muda a partir desse momento.”

Ha muito tempo atrás, no início do Ragnaök, muitos humanos foram forçados a lutarem para defender seus vilarejos. Milhares de guerreiros se voluntariaram para garantir que pessoas inocentes não fossem escravizadas ou mortas pelos monstros, a guerra durou vários anos e muitos nasceram em meio a cinzas em sangue e esse, desde o berço, foram treinados para se tornarem verdadeiros soldados, reza a lenda que esses soldados eram tão poderosos que um deles valiam mais que dez monstros com suas forças unidas. Durante as guerras os monstros mais inteligentes utilizaram magia negra para dar força a seus subordinados, deixando-os poderosos e assim derrotando os guerreiros da elite.

Um determinado grupo se refugiou em uma caverna próxima ao mar, nos arredores de Izlude, estes soldados que estavam bastante machucados já quase cedendo a tentação de se entregar a morte, tentavam se animar discutindo táticas para sair daquele lugar com segurança, mas a força inimiga apenas crescia tornando a probabilidade  cada vez mais desfavorável. Um dos cavaleiros que estava inquieto resolveu revelar que durante os saques em uma das tumbas pegou um dos pergaminhos e o levou consigo. Esse pergaminho era um “mapa mágico” da Prisão Hirad, um lugar construído para aprisionar as antigas sombras que habitavam Rune-Midgard antes das primeiras canções.

O cavaleiro entregou o pergaminho para o bruxo do grupo, ele o leu por completo e disse que se o feitiço desse certo mudaria o curso da batalha, o capitão do grupo mandou ele ir adiante com o ritual, o bruxo tirou seus pertences e equipamentos e todos os membros fizeram o mesmo, como sacrifício deram seu sangue e tudo o que tinham de valor e assim dando início ao ritual profano.

Eles simplesmente abriram a prisão de Hirad e fundiram suas almas com as sombras que lá estavam aprisionadas, libertando-as, cada uma concedeu o poder que seu libertador desejara.

O bruxo pediu mais sabedoria e poder mágico, sua sombra o fez, o cavaleiro pediu mais força e precisão nos ataques, o paladino pediu mais resistência, e assim por diante cada guerreiro ficou muito forte ou resistente. As sombras, como já não podem viver em nosso mundo na forma que estão, são materializadas em equipamentos que os quais são vinculados as almas daqueles que conjuraram o feitiço.

Eles saíram da caverna e saíram em direção aos monstros e uma batalha começou, monstros foram derrotados como moscas e os humanos saíram banhados em sangue de monstro.

O boato logo correu sobre esses guerreiros, que ficaram muito conhecidos e não havia lugar de Rune-Midgard em que não falavam seus nomes, os bardos cantavam suas canções e uma nova esperança acendeu para todos os habitantes.

Os séculos passaram e ficaram apenas as lendas contadas pelos pais dos pais, até que um dia um grupo de viajantes que acampavam perto do mar ouviram sons estranhos vindo de uma caverna, eles entraram para averiguar o que estava acontecendo e logo notaram a presença de dois vultos, um de um cavaleiro e a outra de um bruxo, cada uma oferecendo a mesma magia e poder que os aprisionaram a milhares de anos atrás.

Texto e enredo: Sergio

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